Capacitação

CURSO AVANÇADO: OPERACIONALIZAÇÃO DO SICX NOS ÓRGÃOS PÚBLICOS

Aspectos Jurídicos, Regulamentares e de Execução Orçamentária e Financeira

Capacitação em

Belo Horizonte | MG

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Leve o SICX do Regulamento ao Pagamento com Segurança Jurídica

Curso avançado que parte do funcionamento básico do Sistema de Compras Expressas e trata da sua implantação no órgão público: as controvérsias jurídicas do novo regime, as decisões que o regulamento local precisa tomar e a execução orçamentária e financeira das compras.

Controvérsias Jurídicas do Novo Regime

Analise a natureza jurídica do SICX — nova modalidade ou hipótese de credenciamento —, sua relação com o dever constitucional de licitar, a competência da União e a autonomia dos entes, os limites de valor e o fracionamento, além da habilitação, do tratamento às ME/EPP, da priorização de fornecedores locais e das tarifas cobradas pelas plataformas.

Ranqueamento, Algoritmo e Responsabilização

Entenda os critérios do ranqueamento automatizado, a escolha diversa motivada e a compra fora do SICX, o algoritmo como ato administrativo sujeito a publicidade e auditabilidade, os limites da reputação, da inativação cautelar e do descredenciamento e a responsabilidade dos agentes nas compras automatizadas.

Regulamentação Local: Caminhos e Limites

Compare a adesão ao SICX federal com a edição de regulamento próprio, conheça os limites do poder regulamentar, os riscos da simples remissão ao decreto federal e o uso de plataformas cedidas por terceiros, com estudo comparado das normas da União, de Pernambuco e de São Paulo.

O que o Regulamento e o Edital Precisam Decidir

Defina alçadas e delegações, inclusão de novos objetos, parametrização do ranqueamento, estimativa de preços, prazos de recebimento, competência sancionatória e regras de transição, e estruture o ETP, o primeiro edital de credenciamento e o que o parecer jurídico precisa enfrentar.

Do Empenho ao Pagamento

Organize a execução da despesa no ritmo do SICX: compatibilização com o plano de contratações anual e a LOA, reserva de valor, prévio empenho e momento da contratação, escolha do tipo de empenho, recebimento em prazos curtos, liquidação, retenções tributárias, ordem cronológica de pagamentos e restos a pagar.

Controle, Auditoria e Indicadores

Estruture trilhas de auditoria e evidências digitais, indicadores do órgão comprador, monitoramento de fracionamento e de comportamentos atípicos e rotinas de conferência da contabilidade, da tesouraria e do controle interno — antecipando o que os tribunais de contas tendem a verificar.

Público-Alvo

Para quem é
esta imersão?

Agentes de Contratação

Servidores das Áreas de Compras, Licitações e Contratos

Procuradores e Assessores Jurídicos

Profissionais de Orçamento e Contabilidade Pública

Servidores das Áreas de Finanças e Tesouraria

Controladores Internos

Gestores e Autoridades Responsáveis pela Regulamentação e Implantação do SICX

Participantes do Curso Introdutório e Servidores que Já Conhecem o SICX

Relevância

Por que esta capacitação é relevante?

O Sistema de Compras Expressas (SICX), previsto na Lei nº 15.266/2025 e regulamentado pelo Decreto federal nº 13.106/2026, leva para plataformas eletrônicas a contratação de bens e serviços comuns padronizados, com seleção da oferta por ranqueamento automatizado. Para o órgão público, porém, adotar o SICX não se resume a acessar uma plataforma: exige decisões jurídicas, um regulamento próprio ou a adesão formal ao modelo federal, um edital de credenciamento consistente e uma rotina de execução da despesa compatível com prazos muito mais curtos do que os habituais.

As questões em aberto são muitas: a natureza jurídica do novo regime, os limites da competência federativa, a motivação e a auditabilidade do ranqueamento automatizado, a responsabilização dos agentes e o que o regulamento local pode ou não inovar. No campo orçamentário e financeiro, o recebimento provisório em dois dias úteis, o recebimento tácito e a liberação do pagamento pela plataforma precisam ser conciliados com o prévio empenho e a liquidação exigidos pela Lei nº 4.320/1964 e com a ordem cronológica de pagamentos — tema em que contabilidade, tesouraria e controle interno passam a ter papel central.

Este curso avançado parte do ponto em que o curso introdutório terminou e não repete o seu conteúdo: é indicado especialmente para quem participou da primeira turma ou já conhece o funcionamento básico do sistema. Em 12 horas, organizadas em três módulos — aspectos jurídicos, regulamentação no órgão público e execução orçamentária e financeira —, o participante adquire condições de conduzir a regulamentação do SICX no seu órgão, estruturar o edital de credenciamento e organizar a execução da despesa, da reserva de valor ao pagamento. Uma formação conduzida por professor Doutor em Direito pela UFMG e por consultor com mais de 18 anos de experiência em gestão pública municipal.

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SERPRO
MPU
Ministério da Gestão
Senado Federal
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ALMG
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Programação

Capacitação presencial em Belo Horizonte/MG, com transmissão ao vivo.

Unidade 1 — Regime jurídico do SICX
●a) Da Lei nº 15.266/2025 ao Decreto federal nº 13.106/2026;
●b) natureza jurídica: nova modalidade ou hipótese de credenciamento;
●c) SICX, dever constitucional de licitar e inexigibilidade;
●d) competência da União para normas gerais e autonomia dos estados, do DF e dos municípios;
●e) bens e serviços comuns padronizados: contratação repetida, comparável e não individualizada;
●f) limites de valor e fracionamento de despesas;
●g) aplicação a outros Poderes, estatais, serviços sociais autônomos e entidades sem fins lucrativos.
Unidade 2 — Credenciamento, habilitação e fornecedores
●a) Credenciamento permanente e edital por prazo indeterminado;
●b) habilitação pelo registro cadastral unificado e verificação documental pelo comprador na fase de transição (art. 35 do Decreto nº 13.106/2026);
●c) limites às exigências adicionais de habilitação pelo órgão comprador;
●d) aplicação da Lei Complementar nº 123/2006 ao ranqueamento: tratamento diferenciado sem quebra da isonomia;
●e) priorização de fornecedores locais: fundamentos constitucionais, risco de restrição à competição e parâmetros objetivos;
●f) tarifas cobradas dos fornecedores pelas plataformas: o Acórdão TCU nº 2.916/2025 e o impacto nos preços ofertados.
Unidade 3 — Ranqueamento, seleção e responsabilização
●a) Ranqueamento automatizado: critérios, pesos e fatores além do preço;
●b) contratação da oferta mais bem ranqueada e escolha diversa motivada;
●c) compra fora do SICX quando o preço externo for menor;
●d) o algoritmo como ato administrativo: publicidade dos critérios, motivação e auditabilidade;
●e) reputação de fornecedores e de compradores: limites para não se tornar sanção informal;
●f) inativação cautelar, descredenciamento e sanção: natureza jurídica, competência e limites de cada medida;
●g) responsabilidade dos agentes públicos nas compras automatizadas.
Unidade 4 — Caminhos para regulamentar
●a) Adesão ao SICX federal (art. 32 do Decreto nº 13.106/2026): efeitos, regime jurídico do comprador e dependência de normas do órgão central;
●b) limites do poder regulamentar: o que o regulamento local pode e não pode inovar;
●c) remissão ao decreto federal: riscos de adotar normas pensadas para a estrutura da União;
●d) plataformas cedidas por terceiros: termo de cessão de uso, convênio, custos e responsabilidades;
●e) estudo comparado: Decreto federal nº 13.106/2026, Decreto nº 61.018/2026 de Pernambuco e Resolução SGGD nº 34/2026 de São Paulo;
●f) regulamentação pelos demais Poderes e órgãos autônomos.
Unidade 5 — Decisões que o regulamento precisa tomar
●a) Atribuições, alçadas e delegações: quem autoriza, quem seleciona e quem confirma a compra;
●b) exceção à segregação de funções na autorização prévia (art. 20, § 1º, do Decreto nº 13.106/2026);
●c) inclusão de novos objetos: procedimento, justificativa e anexos ao edital;
●d) parametrização local do ranqueamento: o que o regulamento pode fixar e o que fica com o órgão central;
●e) estimativa de preços enquanto a plataforma não a fornece (art. 36): custo administrativo da pesquisa externa;
●f) prazos de recebimento diferentes dos do decreto federal: quando o edital pode alterá-los;
●g) competência sancionatória quando o órgão utiliza a plataforma de outro ente;
●h) convivência com atas de registro de preços e contratos vigentes para os mesmos objetos;
●i) regras de transição enquanto funcionalidades da plataforma não estiverem disponíveis (arts. 35 a 37).
Unidade 6 — Planejamento e primeiro edital de credenciamento
●a) ETP abrangente e ETP específico (arts. 12 a 14 do Decreto nº 13.106/2026);
●b) dispensa de termo de referência e de edital a cada compra: limites da simplificação;
●c) padronização sem restringir a competição nem direcionar a contratação;
●d) cláusulas do edital de credenciamento que mais geram questionamentos;
●e) o que o parecer jurídico precisa enfrentar no SICX.
Unidade 7 — Planejamento orçamentário e empenho
●a) Compatibilização com o plano de contratações anual, a LOA e a programação financeira;
●b) reserva de limite de valor e autorização prévia de compras;
●c) o agente que confirma a compra como delegatário da autoridade competente;
●d) prévio empenho (art. 60 da Lei nº 4.320/1964) e o momento da contratação no SICX;
●e) empenho ordinário, estimativo ou global: qual utilizar;
●f) execução centralizada ou descentralizada: o modelo de Pernambuco e o destaque orçamentário;
●g) classificação orçamentária da despesa.
Unidade 8 — Recebimento, liquidação e pagamento
●a) Recebimento provisório em dois dias úteis e definitivo em até dez dias: como organizar a equipe para cumprir os prazos;
●b) recebimento tácito e liquidação da despesa (art. 63 da Lei nº 4.320/1964);
●c) documento fiscal, atesto e entrada no almoxarifado ou no patrimônio;
●d) retenções tributárias informadas previamente;
●e) pagamento em até 30 dias e ordem cronológica de pagamentos;
●f) liberação do pagamento pela plataforma e rito ordinário na fase de transição;
●g) rejeição, devolução, anulação de empenho e estorno;
●h) compras no fim do exercício e restos a pagar.
Unidade 9 — Controle e indicadores
●a) Trilhas de auditoria e evidências digitais da compra;
●b) indicadores do órgão comprador: pontualidade de pagamento, recusas e aceites tácitos;
●c) monitoramento de fracionamento e de comportamentos atípicos;
●d) rotinas de conferência da contabilidade, da tesouraria e do controle interno;
●e) o que os tribunais de contas tendem a verificar nas compras pelo SICX.

Quem serão
os instrutores?

Dr. Raphael Rodrigues

Dr. Raphael Rodrigues

Doutor e Mestre em Direito (UFMG)

Doutor e Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Palestrante e consultor nas áreas de Licitações e Contratos Administrativos, Improbidade Administrativa e Lei Geral de Proteção de Dados. Atua como palestrante em eventos nacionais sobre Compras Públicas e Direito Sancionatório, contribuindo para a formação de gestores e operadores do direito. Já ocupou o cargo de Consultor-Geral de Técnica-Legislativa do Estado de Minas Gerais, sendo responsável pela análise e elaboração de normas que compõem a legislação estadual. Exerceu a função de Procurador-Geral de Município e possui ampla experiência junto a órgãos dos Legislativos estadual e municipais, atuando de forma estratégica em processos legislativos e administrativos. Atualmente, dedica-se ao assessoramento jurídico especializado, com ênfase na análise e emissão de pareceres em contratações públicas.

Carlos Tiago Jorge de Azevedo

Carlos Tiago Jorge de Azevedo

Presidente do Instituto Minas Gerais de Pesquisa, Ensino e Inovação

Consultor em Contratações Públicas e Gestão Municipal Mestrando em Direito pela FDSM. Bacharel em Ciências Sociais pela UFV (Universidade Federal de Viçosa), com ênfase em Ciência Política. Estudos em Relações Internacionais e Ciência Política na Universidade Beira Interior – UBI (Covilhã, Portugal). Consultor com mais de 18 anos de experiência em gestão pública municipal, com mais de 3.500 horas de palestras ministradas sobre contratações públicas, controladoria e planejamento municipal. Foi Secretário Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Econômico e Chefe de Gabinete na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Professor e autor de microfundamento em Gestão de Captação de Recursos e Investimentos pela PUC-MG.

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